(coisas da vida)
Hoje, acordei pensando, qual será o comportamento humano, no final deste século.
Homens e mulheres nascidos lá nos mil novencentos e pouco, respirando uma cultura advinda de paises chamados de primeiro mundo, carregando a pesada farda de arcaicas tradições, desnorteados, como se, em pleno século XXI, estivessem sentados à beira do caminho, como bem disse Erasmo Carlos, em sua música, que leva o mesmo nome. Sentem-se não como participantes da vida, mas como espectadores, meros figurantes, vendo a vida passar. O que aprenderam já não serve ou não basta. As rígidas regras de educação, de comportamento, de respeito, de espiritualide, foram se perdendo no tempo, apagadas pelas novidades contemporâneas, ou soterradas pela avalanche de instruções banais, ditadas pela superficialidade, sob o jugo da sensualidade e do consumismo compulsivo. Não há mais regras nem limites. No seio de muitas famílias, não se reconhece mais quem é o pai, ou o filho. Com as mãe, que ficam mais tempo com os filhos, menos ainda.
Essa liberdade de expressão: cara, bicho, pô, caralho e as perguntas atrevidas: Tá maluca? Você enlouqueceu? Morar com você, mãe, nem pensá! Como são detestáveis, como assassinam o nosso Portguês, ferem nossos ouvidos e fazem sangrar o nosso coração!
É de doer! Como disse um amigo: essa é de chorar!
Os pais, muitas vezes, calam-se diante de um piti do filho, ou da filha. Para evitar isso, acabam fazendo o que eles querem, como se tivessem maturidade para tal. Eles pensam que têm, mas quando a coisa fica feia pro seu lado, correm para a casa dos pais e muitas vezes, com um filho nos braços, mesmo assim, continuam atrevidos e exigentes. São os pais, com quem contam para resolver os seus problemas.
Esses pais se sentem, como se vissem seus filhos, num frágil barco, que eles seguram por uma corda -cansada, a ponto de romper- posicionados à margerm de um rio caudaloso, sendo levados pela correnteza, para longe de seus cuidados, e ficam com a mortal sensação de impotencialidade, sem saberem o que fazer. Sentem, nesse momento, para tristeza sua, que estão se desfazendo os laços familiares, os quais mantinham unidas as duas gerações, que parece não terem mais nada em comum.
Não pense você que, quando voltam para casa o fazem, cabisbaixos, humildes, não!
Logo estarão aprontando mais uma.
O que resevará o futuro para essa geração?
Hoje, eles vivem numa época de corrupção, violência e impunidade. É o que aprendem, como poderão agir de maneira diferente?
E para o Brasil, que estará sob a sua governança?
Quem viver, verá!
Texto profundo! Assunto delicado e de enorme importância! Isto ocorre no mundo todo.
ResponderExcluirAprendi há muito que tudo pode ser aprendido. Mas sei que nem tudo é apreendido. Em casos de comportamento e laços familiares, a mudança é necessária não só por quem tem que obedecer e respeitar. Penso que ainda mais importante são as atitudes por que PRECISA mandar. Afinal, é o adulto quem tem que, literalmente, dar a lição e, logo em seguida, cobrar seu cumprimento.
Este é o enfoque: TEMOS QUE APRENDER A ENSINAR!