terça-feira, 23 de dezembro de 2014

UMA IDÉIA LOUCA (PARTE DOIS)

UMA IDEIA LOUCA
(segunda parte)
Madá passou por uma elegante mansão e tocou a campainha.
Atenderam.
- Mandaram entregar isto aqui...Inventa a jovem.
- Ah, deve ser para o menino Morgan, um presente da namorada-
diz o porteiro, uniformizado, do chique condomínio OPORTUNITY.
E o porteiro continua, tentando colher mais informações: Trabalha na
IDEAL boutique?
- É, trabalho sim... arriscou, confusa, deixando-se levar por aquela
casual conversa. Apressadamente, deixa o lugar. Já na rua, pensa aliviada: Que maluquice a minha! E no cartão deixei meu nome e endereço-sorri- disse que era um seu amor incógnito. Loucura! E se não houvesse rapaz algum? Bah! Eu teria batido em outra porta, dizendo que errara o endereço.
Ia pensando, enquanto caminhava de volta para casa. Sentia-se como UMA GATA BORRALHEIRA do século XXI, depois do toque da meia noite. Sua carruagem, voltava a ser uma gigante abóbora e como que acordando de um sonho, cai na realidade. Um profundo suspiro de alívio, remata aquela sua incrível aventura. Mas continua divagando- Fiz o que tive vontade de fazer, pô! Creio que não fiz nada de mal, ou errado! Era um desabafo...
Estava novamente às voltas com a consciência. Analisava seu gesto se
auto criticando: Bem, agora já está feito! Vejamos no que vai dar.
Enquanto isso, na mansão dos Wathson, onde Madá deixara o seu presente. O mordomo, elegantemente uniformizado, sobe até o quarto de Morgan e chama:
- Menino Alex!
Entre, a porta está destrancada.- responde o jovem, ao reconhecer a voz do seu mordomo. Já no quarto, aproxima-se do jovem, levando nas mãos um colorido pacotinho, dizendo:
- É da parte da senhorita Clarice, menino Morgan. Acabaram de entregar. diz o mordomo solícito, liberando um tímido sorriso de cumplicidade.
- De Clarice? Não pode ser! A gente terminou tudo. Obrigado, René! Pode ir.
- Com licença! termina René, caminhando em direção da porta. Alex Morgan, curioso, abre o presente. E no alto das suas 17 primaveras, muito bem vividas, e movido por habitual curiosidade dos adolescentes, sentindo um misto de emoção e curiosidade, acaricia o pequeno pacote, que tinha nas mãos. Sentindo um inusitado calorzinho que lhe subia do coração pulsando forte, até seu rosto, Alex abre o inesperado presente. Sentiu um agradável sabor de aventura, pairando no ar. Gostou disso.
Ouvindo sua própria voz: Que bacana! Deixe ver o cartão...Ahm, hahm...de seu amor incógnito e esta frase: "O amor verdadeiro é aquele que não sabe dizer adeus". Gozado! exclama, o rapaz, ansioso. Quem será!
Nb. Prometo continuar, amanhã...

UMA IDÉIA LOUCA

NATAL 2014
UM PRESENTE MEU
PARA AMIGOS DO FACE:
UMA IDEIA LOUCA
O CONTO ROMÂNTICO:
"UMA IDEIA LOUCA"
O tema é sugestivo para esta data tão festiva. Versa sobre
o Natal, cujo espírito nos leva a sonhar!
Ela não gostava do próprio nome: Madalena. Por isto, gostava que a chamassem de Madá, apenas Madá. Nada havia dado certo na vida
de Madá. Ela se esforçava muito, até a exaustão, porém era como se
tudo houvesse parado, em torno dela. Todos progrediam, ou haviam
conseguido alcançar o almejado.. Ela não. Aos seus olhos, todos viviam
a vida, mas ela, como dizia, os antigos: "Olhava com os olhos e lambia
com a testa". "Ficava a ver navios", mera espectadora.
Madá ia amontoando decepções, fracassos em cima de fracassos. Ia
acumulando em seu íntimo, insatisfação, desesperanças, esforços vãos.
Ia vivendo uma vida apagada e muito sofrida.
Fora criada por uma tia materna. Sua mãe era uma mulher da vida fácil. Contribuía com as despesas, ia vê-la de vez em quando. A tia Aurora fora quem, realmente a criara. Dera duro! Madá havia trilhado um caminho reto,
com honestidade e muita dignidade. Mas parecia que tudo isso não bastara para que conquistasse o almejado, e seus esforços, quase sempre, davam
em nada.
Não conseguira concluir os estudos. Almejava ser professora de Matemática e vivia sonhando que estava dando aulas. Classe cheia, todos os alunos de olhos focados nela. Quando acordava, percebia desiludida, que fora apenas mais um sonho.
Trabalhava como datilógrafa em um escritório de advocacia. Era sempre a mesma rotina: Casa trabalho, trabalho casa. À vezes, saia sozinha e dava um passeio pelo parque Boa Vista. Caminhava e pensava: Que porcaria de vida, será que nunca vou sair disso, sempre a mesma coisa! Esta insatisfação interior; esta falta do "acontecer"!... E por que na minha vida,
nunca acontece nada? Nesses momentos, Madá chorava. Enxugava rápida, o rosto, os olhos vermelhos, para que ninguém notasse. Procurava respirar fundo e sentia-se melhor. Conjecturava ainda: Se pelo menos eu tivesse pai!... Talvez ele me ajudasse a sair deste sufoco, mas não tenho... nem sei quem é ele! Mamãe nunca diz, titia também não... Droga! E acaba sempre voltando para casa, cada vez mais triste e solitária.
Era Natal, Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa, movimentadíssima, toda iluminada, vitrines enfeitadas com temas de Natal, repletas de brinquedos
e sugestões para presentes. Olhava através do vidro: Tudo tão lindo! um suspiro profundo, parecia mesmo sair da sua alma.Tanta gente feliz, presenteando-se uns aos outros, cumprimentando-se!...
uma expressão de tristeza, aflorou-lhe no rosto. E continuava imersa em seus pensamentos: Como deve ser bom ter uma família reunida, pai, mãe, irmãos!... Madá seguia andando pelas ruas, no centro do Rio. . Ora olhando, ora caminhando. De repente, teve uma ideia maluca! Entra numa loja e compra algo. Depois, sai alegre, como se a ideia que tivera, fosse sensacional!
Nb. continua pelos dois dias seguintes e até o Natal, teremos o final desta história... Espero que gostem.