CONFISSÃO DE UM POETA
Já no ocaso da vida, um velho poeta
resolve abrir-se consigo mesmo e confessa:
Eu vim, como um beija-flor...
P'ra o único beijo te dar.
Insinuado pelo amor
Sem jamais poder ficar.
Bastou-me um segundo para sentir que te amava.
Um mês foi o bastante para entender que é amor
o que sinto por ti. Um amor tão grande, capaz de
anular-se, para não te ver sofrer; que reflete sobre
si mesmo, todas as suas dores, para não te ver chorar;
que atapeta o teu caminho, para que não te machuques
no teu caminhar.
Bastou-me olhar-te uma vez, para certificar-me do sentimento que
despertavas em mim, que se desencadeavam, todas as
emoções do amor.
Então...houve festa no meu coração!
E...eu te amei, com a desconhecida profundidade
dos oceanos; com a beleza e o esplendor do céu infinito;
com a verdade e realeza desta augusta terra!
Todavia me deixei morrer, embevecido, ante o brilho
ofuscante deste céu...
Deixei-me afogar, passivo, ante a força das ondas...
Eu me vi sobre as crispadas ondas, debatendo-me naquele mar revolto...
Contudo, precisei de todo esse tempo, para me convencer
de que não podia te amar, e que para mim não havia caminhos,
nem horizontes.
E é, com o coração de joelhos, que te peço perdão,
por ter sido tão fraco, e ter preferido a guilhotina
que o suplício da cruz.
Assim, o tempo que tudo pode, encarregar-se-á
de apagar-te da minha memória e eternizar-te
no meu coração.
Se fosse possível, eu te diria: envio-te, de coração,
este adeus com sensação de morte, e com todo o
amor da minh'alma, este primeiro e último beijo,
com sabor de eternidade.
Do apaixonado Sr.X
Este ensaio, foi encontrado por seus familiares,
muito tempo depois de sua morte.
Sou uma pessoa que ama ensinar e questionar cônscia de que estará trabalhando para o crescimento intelectual e moral das pessoas, conferindo-lhes os sentimentos cristãos de cidadania.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
domingo, 18 de novembro de 2012
A ESCRAVOCRATA
(escravocrata em plenos século XXI)
Em pleno século XXI?!!!
E...por que não?
A "compulsividade" (sentido de compulsão - acabo de criar o temo)
é a atitude "the best" do momento. Está em todo lugar e na boca
de todos, sem distinção de credo, raça ou classe social.
É uma desabalada corrida para a notoriedade, legado pela beleza
que escraviza e corrompe. Todos de joelhos, rendidos ante a força
e o poder dessa escravocrata, cuja trilogia de atuação enfeitiça e
domina: consumismo, moda e beleza.
Tudo com segundas intenções: seduzir e conquistar, seja a quem for:
jovens, idosos, ou trair os amigos(casos amorosos), convencer
aos adolescentes enfim, colocar todo mundo "de quatro", ante o
seu fascínio, e completamente atados ao compromisso de
fazerem de tudo, para não perdê-la, podendo ou não, custe o
que custar, subtraindo ou não, honorários de prioridades e emergências.
Nada importa mais, que estar na moda, e sempre belos. Então...
sentem-se poderosos e acham que tudo podem.
Nem percebam que já são escravos da beleza.
Fico a imaginar, como será o seu acordar, quando perceberem
que, nada neste mundo é eterno.
E o corpo, uma vez envelhecido, ela terá sido também.
Quando a beleza, tão cultuada se for, você, sua vaidosa
dependência, terão ido com ela.
Sem choro nem vela!
Em pleno século XXI?!!!
E...por que não?
A "compulsividade" (sentido de compulsão - acabo de criar o temo)
é a atitude "the best" do momento. Está em todo lugar e na boca
de todos, sem distinção de credo, raça ou classe social.
É uma desabalada corrida para a notoriedade, legado pela beleza
que escraviza e corrompe. Todos de joelhos, rendidos ante a força
e o poder dessa escravocrata, cuja trilogia de atuação enfeitiça e
domina: consumismo, moda e beleza.
Tudo com segundas intenções: seduzir e conquistar, seja a quem for:
jovens, idosos, ou trair os amigos(casos amorosos), convencer
aos adolescentes enfim, colocar todo mundo "de quatro", ante o
seu fascínio, e completamente atados ao compromisso de
fazerem de tudo, para não perdê-la, podendo ou não, custe o
que custar, subtraindo ou não, honorários de prioridades e emergências.
Nada importa mais, que estar na moda, e sempre belos. Então...
sentem-se poderosos e acham que tudo podem.
Nem percebam que já são escravos da beleza.
Fico a imaginar, como será o seu acordar, quando perceberem
que, nada neste mundo é eterno.
E o corpo, uma vez envelhecido, ela terá sido também.
Quando a beleza, tão cultuada se for, você, sua vaidosa
dependência, terão ido com ela.
Sem choro nem vela!
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
SAUDADE
CISMANDO...
Lembrando-me dos ensinamentos que recebi de alguns orientadores
religiosos, de sociólogos, professores e filósofos,
vem-me à mente este pensamento: "A saudade é a alma
dizendo para onde quer voltar", ou para onde ir, acho.
E como, a gente resiste a ela, não?
Anos e anos, ela insistindo(a alma), e a gente protelando...
protelando...atendê-la, e se consumindo num suplício contínuo e
doloroso.
Na música: I can't stop loving you composta por Ray Charles,
brilhantemente interpretada pelo pop star Tom Jones, uma
de suas frases diz: "... ouvi dizer que o tempo cura todas as feridas,
mas o tempo parou no momento em que se separou de mim".
O amor tem disso. Se não existe AMOR, não haverá saudade.
Saudade é privilégio do amor. Quem não ama, não a conhece.
Se amar, ah...pode contar com ela, quando estiver só!
Ela o torturará, por dias e dias, anos e anos, não importa
o tempo, nem o lugar. Ela fará morada no seu coração.
E mais, ela o reportará com exatidão àqueles momentos
felizes, e o deixará divagando...divagando...para, em seguida,
reiniciar a sua crucifixão, detendo-se longamente..."torturantemente",
naquele momento de despedida. E você se verá sofrendo outra vez.
A saudade é assim mesmo.
Ainda há os que dizem que: "recordar é sofrer duas vezes".
Iiiiiiiii...é pouco! A saudade é muito mais poderosa na arte de torturar.
Ela multiplica seu sofrimento milhares de vezes, indefinidamente".
Só há uma arma capaz de destruí-la: a presença da pessoa amada.
Então...ela murchará a seus pés, e ainda exalará o envolvente
perfume, que inebriará seu coração, devolverá o brilho aos seus olhos, e
com sabor de endorfina o fará sorrir novamente.
Quem advinha?
É ela, a tal FELICIDADE.
Pode crer.
Lembrando-me dos ensinamentos que recebi de alguns orientadores
religiosos, de sociólogos, professores e filósofos,
vem-me à mente este pensamento: "A saudade é a alma
dizendo para onde quer voltar", ou para onde ir, acho.
E como, a gente resiste a ela, não?
Anos e anos, ela insistindo(a alma), e a gente protelando...
protelando...atendê-la, e se consumindo num suplício contínuo e
doloroso.
Na música: I can't stop loving you composta por Ray Charles,
brilhantemente interpretada pelo pop star Tom Jones, uma
de suas frases diz: "... ouvi dizer que o tempo cura todas as feridas,
mas o tempo parou no momento em que se separou de mim".
O amor tem disso. Se não existe AMOR, não haverá saudade.
Saudade é privilégio do amor. Quem não ama, não a conhece.
Se amar, ah...pode contar com ela, quando estiver só!
Ela o torturará, por dias e dias, anos e anos, não importa
o tempo, nem o lugar. Ela fará morada no seu coração.
E mais, ela o reportará com exatidão àqueles momentos
felizes, e o deixará divagando...divagando...para, em seguida,
reiniciar a sua crucifixão, detendo-se longamente..."torturantemente",
naquele momento de despedida. E você se verá sofrendo outra vez.
A saudade é assim mesmo.
Ainda há os que dizem que: "recordar é sofrer duas vezes".
Iiiiiiiii...é pouco! A saudade é muito mais poderosa na arte de torturar.
Ela multiplica seu sofrimento milhares de vezes, indefinidamente".
Só há uma arma capaz de destruí-la: a presença da pessoa amada.
Então...ela murchará a seus pés, e ainda exalará o envolvente
perfume, que inebriará seu coração, devolverá o brilho aos seus olhos, e
com sabor de endorfina o fará sorrir novamente.
Quem advinha?
É ela, a tal FELICIDADE.
Pode crer.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
ÊXTASE
(do meu livro de acrósticos)
(01/12/82)
Dúvidas que voejam errantes
Utópicos pensamentos
Batendo nas paredes da mente.
Insólitos desejos malogrados
O despertar de sonhos inacabados.
Foi o encontro que não se deu, a timidez...
O beijo que houve...são ansiedades...
Incontidas...O amor que não se fez.
Misterioso voejar por céus de ilusão...
Asas transparentes contando a amplidão...
Rasgando o tempo e o desconhecido,
Ansiosas, aventuras buscando,
Veloses, os cosntornos de um coração.
Instantes que no tempo se perderam...
Lampejos exortantes...volatizam...
Horas mortas...horas que não marcam
Os minutos que, insólitos, passaram.
Sorte dividida...caminhos desencontrados
O despertar de sonhos fracassados.
Fonte que não produz...
A onda que não chega...
Linhas de um horizonte distante...
A esperança que não conduz,
Rebuscar de lembranças latentes.
Caso sem cor nem final
O romance...de um amor ideal
Marca real. Momento inesquecível.
Voz que na garganta morre, sufocada...
O grito ultrassônico dálma desesperada,
Caindo dos olhos, num silencioso megulhar interior...
Êxtase inglório! Suplício de um grande amor.
(01/12/82)
Dúvidas que voejam errantes
Utópicos pensamentos
Batendo nas paredes da mente.
Insólitos desejos malogrados
O despertar de sonhos inacabados.
Foi o encontro que não se deu, a timidez...
O beijo que houve...são ansiedades...
Incontidas...O amor que não se fez.
Misterioso voejar por céus de ilusão...
Asas transparentes contando a amplidão...
Rasgando o tempo e o desconhecido,
Ansiosas, aventuras buscando,
Veloses, os cosntornos de um coração.
Instantes que no tempo se perderam...
Lampejos exortantes...volatizam...
Horas mortas...horas que não marcam
Os minutos que, insólitos, passaram.
Sorte dividida...caminhos desencontrados
O despertar de sonhos fracassados.
Fonte que não produz...
A onda que não chega...
Linhas de um horizonte distante...
A esperança que não conduz,
Rebuscar de lembranças latentes.
Caso sem cor nem final
O romance...de um amor ideal
Marca real. Momento inesquecível.
Voz que na garganta morre, sufocada...
O grito ultrassônico dálma desesperada,
Caindo dos olhos, num silencioso megulhar interior...
Êxtase inglório! Suplício de um grande amor.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
O SIM QUE DEVERIA SER NÃO
(do meu livro:
SEM HORIZONTES)
Disseste: sim.
Então...
Houve um fim
De ilusão...
Um princípio
De sofrimento.
E então...
Se fez noite
No meu dia.
Que pena!
A tristeza eclipsou a alegria
Do meu coração.
Naquele momento,
Houve inundação
No meu deserto...
Um deserto
No meu mar!...
E, entre o morrer
De esperanças...
E o explodir de sonhos...
Entre o subir e o descer
De caótica emoção,
No fundo do meu ser,
Senti...então
O pranto sentido
Da minh'alma...
E ouvi o gemido
Do meu coração.
Devias ter dito: não.
Para minha dor...
Tu tinhas outro amor.
SEM HORIZONTES)
Disseste: sim.
Então...
Houve um fim
De ilusão...
Um princípio
De sofrimento.
E então...
Se fez noite
No meu dia.
Que pena!
A tristeza eclipsou a alegria
Do meu coração.
Naquele momento,
Houve inundação
No meu deserto...
Um deserto
No meu mar!...
E, entre o morrer
De esperanças...
E o explodir de sonhos...
Entre o subir e o descer
De caótica emoção,
No fundo do meu ser,
Senti...então
O pranto sentido
Da minh'alma...
E ouvi o gemido
Do meu coração.
Devias ter dito: não.
Para minha dor...
Tu tinhas outro amor.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
TIVE QUE DIZER ADEUS
(letra de música)
Você maltratava
Sem compaixão
Você machucava
O meu coração
Que tanto te amava
Cheio de ilusão.
Você magoava
Meu coração
Quando dava
A outras, os carinhos
Que eram meus
E eu não podia dar
Os carinhos
Que eram seus.
A sua ingratidão
Destruiu os sonhos meus
E, ainda cheio de paixão
Tive que dizer adeus!
Você maltratava
Sem compaixão
Você machucava
O meu coração
Que tanto te amava
Cheio de ilusão.
Você magoava
Meu coração
Quando dava
A outras, os carinhos
Que eram meus
E eu não podia dar
Os carinhos
Que eram seus.
A sua ingratidão
Destruiu os sonhos meus
E, ainda cheio de paixão
Tive que dizer adeus!
UM DIA...
(do meu livro:
O AMOR EM ONDAS E CASCATAS)
Um dia, nossa história vai ter um fim.
E tudo isso, creio, haverá de passar.
Um dia, sei que vai voltar para mim.
Um dia, nosso drama vai terminar
Um dia, a gente não vai mais sofrer
E então, eu hei de vê-lo chegar!
Um dia, meu sofrimento vai acabar
Um dia, vou viver tudo o que sonhei
E do passado, não vou me recordar!
O AMOR EM ONDAS E CASCATAS)
Um dia, nossa história vai ter um fim.
E tudo isso, creio, haverá de passar.
Um dia, sei que vai voltar para mim.
Um dia, nosso drama vai terminar
Um dia, a gente não vai mais sofrer
E então, eu hei de vê-lo chegar!
Um dia, meu sofrimento vai acabar
Um dia, vou viver tudo o que sonhei
E do passado, não vou me recordar!
domingo, 4 de novembro de 2012
ESSA MANIA QUE VOCÊ TEM
ESSA MANIA QUE VOCÊ TEM
(letra de música)
Essa mania que você tem
De brincar com o amor
Olha, olha aqui, meu bem
Você está comprando a dor
Olha, olha aqui, meu bem
Está procurando o sofrer
Você se esquece também
Quem planta tem de colher.
Olha, olha aqui, meu bem
Se um dia você chorar
Pensa nesse alguém
P´ra seu pranto enxugar.
Olha, olha aqui, meu bem
Meu amor nunca morreu
Quem já teve, sempre tem
Meu amor, ainda sou seu!
(letra de música)
Essa mania que você tem
De brincar com o amor
Olha, olha aqui, meu bem
Você está comprando a dor
Olha, olha aqui, meu bem
Está procurando o sofrer
Você se esquece também
Quem planta tem de colher.
Olha, olha aqui, meu bem
Se um dia você chorar
Pensa nesse alguém
P´ra seu pranto enxugar.
Olha, olha aqui, meu bem
Meu amor nunca morreu
Quem já teve, sempre tem
Meu amor, ainda sou seu!
sábado, 3 de novembro de 2012
PALCO DA VIDA
IMPLOSÃO DO EGO
Um dia...
Encontrei-me com um poeta amigo, e ele manifestou
o desejo de aposentar a caneta. Estava triste e decepcionado...
Nem me atrevi a saber o por que de tanto desânimo.
Vim para casa, pensativa...e em sua homenagem compus este
poema:
Parece que o meu EU não quer entender...
Ao deixar o palco, que ao me libertar
Lá, não pretenda mais subir!
Como espectador apenas, desejo ficar.
O espetáculo quero assistir.
Da minha cadeira, anônimo, quero estar
A rever os meus coatores a representar.
Viva, a quem sofreu, a quem riu, e a quem amou!
Implodindo o meu EU neste instante,
Da "ciranda da vida", saí. Tudo terminou!
Adeus colegas, adeus palco! Finalmente.
A vida é um grande palco, e nós os atores. Interpretamos,
cada um o seu papel. Somos todos atores.
É encenada a grande peça que Deus escreveu: A VIDA.
Muitas das vezes, não nos damos bem com os personagens
que vivemos, nem gostamos do papel que nos é dado a interpretar.
Mesmo assim, chorando ou rindo, temos de continuar.
Ninguém pode parar. Se desistirmos, o DIRETOR nos corta.
Somente cortados, é que adquirimos o direito de deixarmos o palco.
Eu não quero mais subir ao palco.
Vou desistir!
Quero me transformar em um espectador a mais na plateia.
Adeus palco...adeus VIDA!
Pouco tempo depois, ele falece.
Incrível, não?!
Um dia...
Encontrei-me com um poeta amigo, e ele manifestou
o desejo de aposentar a caneta. Estava triste e decepcionado...
Nem me atrevi a saber o por que de tanto desânimo.
Vim para casa, pensativa...e em sua homenagem compus este
poema:
Parece que o meu EU não quer entender...
Ao deixar o palco, que ao me libertar
Lá, não pretenda mais subir!
Como espectador apenas, desejo ficar.
O espetáculo quero assistir.
Da minha cadeira, anônimo, quero estar
A rever os meus coatores a representar.
Viva, a quem sofreu, a quem riu, e a quem amou!
Implodindo o meu EU neste instante,
Da "ciranda da vida", saí. Tudo terminou!
Adeus colegas, adeus palco! Finalmente.
A vida é um grande palco, e nós os atores. Interpretamos,
cada um o seu papel. Somos todos atores.
É encenada a grande peça que Deus escreveu: A VIDA.
Muitas das vezes, não nos damos bem com os personagens
que vivemos, nem gostamos do papel que nos é dado a interpretar.
Mesmo assim, chorando ou rindo, temos de continuar.
Ninguém pode parar. Se desistirmos, o DIRETOR nos corta.
Somente cortados, é que adquirimos o direito de deixarmos o palco.
Eu não quero mais subir ao palco.
Vou desistir!
Quero me transformar em um espectador a mais na plateia.
Adeus palco...adeus VIDA!
Pouco tempo depois, ele falece.
Incrível, não?!
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