(extraido do meu livro:
FATOS E NÃO BOATOS)
Numa chácara sediada nos arredores da cidade de Bambui, oeste de Minas Gerais, vivia uma donzela "de meia idade". Ela era conhecida como "Madrinha" e era muito querida por todos. Sua casa era grande e tinha um quintal enorme onde, prazeirosamente, brincavam as muitas criança que ela cuidava. Crianças filhas de fazendeiros da região as quais vinham estudar na cidade e ficavam hospedadas em sua casa. Todos a conheciam e estimavam deveras. Cuidadora e cuidados, viviam em perfeita harmonia.
Entre essas crianças estava o garoto Virgílio e seu afilhado Honório José Teotônio, vindos da fazenda Passo Fundo. Honório viria a ser, mais tarde, proprietário da fazenda Potreiro. Um dia, estavam todas(as crianças)à mesa para o almoço, numa Sexta Feira Santa. Madrinha não pusera carne na mesa, como mandava a sua fé de católica fervorosa. Virgílio reclama:
- Eu não vou comer a Sexta Feira Santa! Eu não como sem carne.
Madrinha, para satisfazer sua vontade, vai até uma lata (de querozene-cabia 20 litros)onde costumava guardar carnes recheadas, conservadas em manteiga suina(uma delícia!), retirou de lá uma grande e cheirosa posta de carne, aqueceu-a e colocou-a na mesa, diante de Virgílio que logo pegou a faca e partiu-o. Naquele momento, um horrível cheiro da carniça se fez sentir no ar. Assustado, Virgílio diz:
- Credo! Se...este fato aconteceu comigo, é pra que eu não coma carne em dia de Sexta Feira Santa, nem em dias santos de guarda. Nunca mais comerei!
E ali, diante de todos, naquele instante, o mau cheiro desapareceu.
Honório José Teotônio, homem justo e de grande fé, foi testemunha deste fato.
Ele que sempre fora temente a Deus, sentiu a Mão do Todo Poderoso.
Sou uma pessoa que ama ensinar e questionar cônscia de que estará trabalhando para o crescimento intelectual e moral das pessoas, conferindo-lhes os sentimentos cristãos de cidadania.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
INSUJEIÇÃO 1
Desde que o homem sapiens foi visto pela primeira vez nesta terra de meu Deus e, observado o seu comportamento social, sabe-se do seu instinto dominador sobre o sexo oposto. A fêmea não passava de um ser submisso disponibilizado para a reprodução. Muitos séculos depois,ela além de submissa, foi colocada no patamar de mulher objeto. Mulher não foi criada para pensar, pensar é coisa de homem, diziam eles. Então, elas se viram dominadas por eles: vociferando, debochando, humilhando. Para o homem de hoje, a mulher não é um ser pensante, entretanto não conseguem viver sem elas. Como inferiorizar e debochar de um ser do qual ele foi gerado? É execrável! Mas, acontece. Com o passar do tempo deboche e humilhação já não satisfaziam seu instinto de ser dominador, passou à violência física, moral e psicológica. Durante anos a mulher viveu o que se pode chamar de escravidão branca. O homem faz e cria as leis de acordo com os seus interesses e as imputam à mulher, sem direito de defesa, se preciso na base da força. Mas, um belo dia, como tudo neste mundo tem um fim, ela se cansou e se insurgiu. Resolveu finalmente virar a mesa. Como?. Disseram simplesmente:- BASTA!. Sim, há algo que os homens não podem fazer mas, nós podemos: conceber. Mesmo participando da concepção com a genética contida em seus espermatozóides, ele nunca poderá gestar um seu herdeiro. Para vir ao mundo, o homem dependerá irremediavelmente da vontade soberana da mulher. Se ela não quiser, adeus machos!. Alguns anos mais e teremos uma geração de machos idosos. Todavia, será isso o que elas gostariam que acontecesse?. Que emoção haveria sem o seu charme?. A mulher de hoje ganhou seu lugar na intelectualidade, ela atua em todas as áreas que antes eram ocupadas exclusivamente por eles. Elas estão mais informadas e decididas. Submissão já era!. Então, o que falta?. Talvez,um entendimento entre ambos e o mundo afetivo teria mais colorido, o desempenho sexual mais prazer e o relacionamento seria muito mais emocionante!. Teotônia.12-06-2009
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
VIDA E AMOR
TROVA
Se na vida de um alguém
A sua vida é o coração,
No amor, a vida irá bem
Enquanto houver ilusão.
obs. lembrando que a trova deve ter quatro versos
de sete sílabas poéticas - heptassílabo -
contendo uma história completa.
completa.
Se na vida de um alguém
A sua vida é o coração,
No amor, a vida irá bem
Enquanto houver ilusão.
obs. lembrando que a trova deve ter quatro versos
de sete sílabas poéticas - heptassílabo -
contendo uma história completa.
completa.
DILEMA
(coisas da vida)
Hoje, acordei pensando, qual será o comportamento humano, no final deste século.
Homens e mulheres nascidos lá nos mil novencentos e pouco, respirando uma cultura advinda de paises chamados de primeiro mundo, carregando a pesada farda de arcaicas tradições, desnorteados, como se, em pleno século XXI, estivessem sentados à beira do caminho, como bem disse Erasmo Carlos, em sua música, que leva o mesmo nome. Sentem-se não como participantes da vida, mas como espectadores, meros figurantes, vendo a vida passar. O que aprenderam já não serve ou não basta. As rígidas regras de educação, de comportamento, de respeito, de espiritualide, foram se perdendo no tempo, apagadas pelas novidades contemporâneas, ou soterradas pela avalanche de instruções banais, ditadas pela superficialidade, sob o jugo da sensualidade e do consumismo compulsivo. Não há mais regras nem limites. No seio de muitas famílias, não se reconhece mais quem é o pai, ou o filho. Com as mãe, que ficam mais tempo com os filhos, menos ainda.
Essa liberdade de expressão: cara, bicho, pô, caralho e as perguntas atrevidas: Tá maluca? Você enlouqueceu? Morar com você, mãe, nem pensá! Como são detestáveis, como assassinam o nosso Portguês, ferem nossos ouvidos e fazem sangrar o nosso coração!
É de doer! Como disse um amigo: essa é de chorar!
Os pais, muitas vezes, calam-se diante de um piti do filho, ou da filha. Para evitar isso, acabam fazendo o que eles querem, como se tivessem maturidade para tal. Eles pensam que têm, mas quando a coisa fica feia pro seu lado, correm para a casa dos pais e muitas vezes, com um filho nos braços, mesmo assim, continuam atrevidos e exigentes. São os pais, com quem contam para resolver os seus problemas.
Esses pais se sentem, como se vissem seus filhos, num frágil barco, que eles seguram por uma corda -cansada, a ponto de romper- posicionados à margerm de um rio caudaloso, sendo levados pela correnteza, para longe de seus cuidados, e ficam com a mortal sensação de impotencialidade, sem saberem o que fazer. Sentem, nesse momento, para tristeza sua, que estão se desfazendo os laços familiares, os quais mantinham unidas as duas gerações, que parece não terem mais nada em comum.
Não pense você que, quando voltam para casa o fazem, cabisbaixos, humildes, não!
Logo estarão aprontando mais uma.
O que resevará o futuro para essa geração?
Hoje, eles vivem numa época de corrupção, violência e impunidade. É o que aprendem, como poderão agir de maneira diferente?
E para o Brasil, que estará sob a sua governança?
Quem viver, verá!
Hoje, acordei pensando, qual será o comportamento humano, no final deste século.
Homens e mulheres nascidos lá nos mil novencentos e pouco, respirando uma cultura advinda de paises chamados de primeiro mundo, carregando a pesada farda de arcaicas tradições, desnorteados, como se, em pleno século XXI, estivessem sentados à beira do caminho, como bem disse Erasmo Carlos, em sua música, que leva o mesmo nome. Sentem-se não como participantes da vida, mas como espectadores, meros figurantes, vendo a vida passar. O que aprenderam já não serve ou não basta. As rígidas regras de educação, de comportamento, de respeito, de espiritualide, foram se perdendo no tempo, apagadas pelas novidades contemporâneas, ou soterradas pela avalanche de instruções banais, ditadas pela superficialidade, sob o jugo da sensualidade e do consumismo compulsivo. Não há mais regras nem limites. No seio de muitas famílias, não se reconhece mais quem é o pai, ou o filho. Com as mãe, que ficam mais tempo com os filhos, menos ainda.
Essa liberdade de expressão: cara, bicho, pô, caralho e as perguntas atrevidas: Tá maluca? Você enlouqueceu? Morar com você, mãe, nem pensá! Como são detestáveis, como assassinam o nosso Portguês, ferem nossos ouvidos e fazem sangrar o nosso coração!
É de doer! Como disse um amigo: essa é de chorar!
Os pais, muitas vezes, calam-se diante de um piti do filho, ou da filha. Para evitar isso, acabam fazendo o que eles querem, como se tivessem maturidade para tal. Eles pensam que têm, mas quando a coisa fica feia pro seu lado, correm para a casa dos pais e muitas vezes, com um filho nos braços, mesmo assim, continuam atrevidos e exigentes. São os pais, com quem contam para resolver os seus problemas.
Esses pais se sentem, como se vissem seus filhos, num frágil barco, que eles seguram por uma corda -cansada, a ponto de romper- posicionados à margerm de um rio caudaloso, sendo levados pela correnteza, para longe de seus cuidados, e ficam com a mortal sensação de impotencialidade, sem saberem o que fazer. Sentem, nesse momento, para tristeza sua, que estão se desfazendo os laços familiares, os quais mantinham unidas as duas gerações, que parece não terem mais nada em comum.
Não pense você que, quando voltam para casa o fazem, cabisbaixos, humildes, não!
Logo estarão aprontando mais uma.
O que resevará o futuro para essa geração?
Hoje, eles vivem numa época de corrupção, violência e impunidade. É o que aprendem, como poderão agir de maneira diferente?
E para o Brasil, que estará sob a sua governança?
Quem viver, verá!
sábado, 19 de novembro de 2011
UM MOMENTO APENAS...
(poema extraido do meu livro:
SEM PALAVRAS
Amor...
Que é amor,
Não ofende
Não proclama
Não prende,
Nem precisa
De plateia.
Simplesmente,
Eterniza
Um instante,
Porque, o amor
Que é amor,
Não representa!
Ele só precisa
De duas vidas,
Apenas nós dois...
Para ser sentido
E de um momento,
Para ser vivido.
SEM PALAVRAS
Amor...
Que é amor,
Não ofende
Não proclama
Não prende,
Nem precisa
De plateia.
Simplesmente,
Eterniza
Um instante,
Porque, o amor
Que é amor,
Não representa!
Ele só precisa
De duas vidas,
Apenas nós dois...
Para ser sentido
E de um momento,
Para ser vivido.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
CADA UM NA SUA
(crônica extraida do meu livro:
MARAVILHAS DA NATUREZA
De que a vida é bela; que a mente e o coração humanos são um mistério, não há dúvidas. Como diz um velho ditado: "Coração é terra que ninguém pisa", daí, as divergências no pensar, no agir e o julgar das pessoas, concordam?
O mundo é grande e há lugar para todos. É tambérm verdade que, cada um, deve conquistar seu lugar ao sol.
Pois bem, a brisa sopra suavemente, sem se importar com a força dos ventos; com a fúria dos vendavais, ou com a força avassaladora dos furacões. Ela não se mede, fica na sua, simples e naturalmente, sopra refrescante...gostosa!
Assim, o riacho de águas mansas e cristalinas, deslisa, borborinhando, pelos campos, contornando obstáculos, regando a terra, e vai por onde passa, germinando sementes, propiciando vidas. Ele não se mede, é apenas ele mesmo, sem se importar com a exuberância dos grandes rios, aos quais certamente se juntará, antes que chegue ao mar.
Tão pouco, o pequeno lago de águas tranquilas, que em solitárias noites, oferece-se ao majestoso desfile, em reflexos, da lua e seu cortejo de estrelas, sobre sua espelhada superfpície de prata! Ele não inveja aos grandes astros. Permanece na dele, indiferente à magnificêcia do mar, nem à imponência de suas ondas!
Na Natureza, tudo é assim. Ninguém se compara. Veja a soberba e perfumada rosa e a humilde violeta; a pesada baleia e o ágil golfinho; a groteca força dos paquidermes e a levesa da lebre; o enerme e desajeitado jaburu e o pequeno beijaflor!...
Daí que não devemos comparar o homem bonito, orgulhoso e rico ao feio, humilde e pobre. Todos nós, seres vivos, precisamos entender que, fazemos parte do Reino e estamos todos incluidos nos divinos planos do Criador!
MARAVILHAS DA NATUREZA
De que a vida é bela; que a mente e o coração humanos são um mistério, não há dúvidas. Como diz um velho ditado: "Coração é terra que ninguém pisa", daí, as divergências no pensar, no agir e o julgar das pessoas, concordam?
O mundo é grande e há lugar para todos. É tambérm verdade que, cada um, deve conquistar seu lugar ao sol.
Pois bem, a brisa sopra suavemente, sem se importar com a força dos ventos; com a fúria dos vendavais, ou com a força avassaladora dos furacões. Ela não se mede, fica na sua, simples e naturalmente, sopra refrescante...gostosa!
Assim, o riacho de águas mansas e cristalinas, deslisa, borborinhando, pelos campos, contornando obstáculos, regando a terra, e vai por onde passa, germinando sementes, propiciando vidas. Ele não se mede, é apenas ele mesmo, sem se importar com a exuberância dos grandes rios, aos quais certamente se juntará, antes que chegue ao mar.
Tão pouco, o pequeno lago de águas tranquilas, que em solitárias noites, oferece-se ao majestoso desfile, em reflexos, da lua e seu cortejo de estrelas, sobre sua espelhada superfpície de prata! Ele não inveja aos grandes astros. Permanece na dele, indiferente à magnificêcia do mar, nem à imponência de suas ondas!
Na Natureza, tudo é assim. Ninguém se compara. Veja a soberba e perfumada rosa e a humilde violeta; a pesada baleia e o ágil golfinho; a groteca força dos paquidermes e a levesa da lebre; o enerme e desajeitado jaburu e o pequeno beijaflor!...
Daí que não devemos comparar o homem bonito, orgulhoso e rico ao feio, humilde e pobre. Todos nós, seres vivos, precisamos entender que, fazemos parte do Reino e estamos todos incluidos nos divinos planos do Criador!
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
GATO MALHADO
(extraido do meu livro de
história infantil: APRENDENDO
PALAVRAS e ATITUDES)
Esse gato malandro
Fica dando
Miado
No meu telhado.
Gato malhado
Gato sem dono
Que tira o meu sono.
Gato boêmio
Das noites de orgia
Tem mau gênio
Que mi, mia, mia,
Tirando o sossego
Da gente!
Ah, se te pego
Na minha frente,
Na bacia
Banho d'água fria,
Vo te dar!
história infantil: APRENDENDO
PALAVRAS e ATITUDES)
Esse gato malandro
Fica dando
Miado
No meu telhado.
Gato malhado
Gato sem dono
Que tira o meu sono.
Gato boêmio
Das noites de orgia
Tem mau gênio
Que mi, mia, mia,
Tirando o sossego
Da gente!
Ah, se te pego
Na minha frente,
Na bacia
Banho d'água fria,
Vo te dar!
terça-feira, 15 de novembro de 2011
A PELADA
A PELADA
Hoje, 15 de novembro, dia da proclamação da República, aproveito o feriado, para contar mais uma historinha dos "23 da 29". Esses garotos tinham os mais esquisitos apelidos: Preguinho, Basuca, Fluido, Dó, Do Mé, Sebo, Coalhada, Beiço, Oreia, Cabeção, Testa, Nicanor, e outros.
Vamos à nossa história de hoje:
Apenas sete horas da mahã e Dna. Nena acorda ao som da famosa "serenata" de assobios. Ela se irrita e chama "Coalhada", que ainda dormia.
- Assim, não dá! diz ela.
- Estão me chamando para a "pelada" de hoje, mãe! explica Coalhada, tentando acalmar sua mãe.
Se há uma coisa que Dna. Nena detesta é levantar cedo.
- Tenho vontade de não deixá-lo ir, só por causa dessa barulheira infernal! adverte, Dna. Nena, visivelmente, aborrecida.
E não é pra menos. Os 23, não lhe dão sossego! E começam logo cedo, poxa!
Coalhada bota a camiseta, veste apressadamenrte as meias, o bamba e sai, "voando"!
Os 23 da 29 (29 é o nome da avenida onde moram) formam um time valente e segundo comentários da garotada, o Beiço, Testa e coalhada são os melhores de bola. Beiço é o goleador do time e o Coalhada é o centroavante, bom com a canhota.
Beiço, um escurinho de quinze anos, forte, coxas vigorosas e apezar dos lábios volumosos é simpático e quando sorri, aparecem duas graciosasa covinhas. Outro é o Testa, treze anos, alto, magro, lembrando uma graça, cabeça relativamente pequena e testa proeminente, por causa das entradas largas, descrevendo um arco de orelha a orelha. Apesar de moreno-claro, tem cabelos cor- de- mel e semi-crespos, daí, trazê-los cortados rentes, realçando sobremaneira, as curvas de sua nuca. Um outro é o Sebo, dez anos, baixinho, miúdo, lembrando o cantor Nelson Ned, moreno-claro, cabelos ondulados, cortados curtos. É o único dos 23, que não possui bicicleta, poque não gosta.
Foram para o campo, naquele domingo. Garotos do Ipiranga ogariam contra os "Babuinos".
Tudo bem.
No finalzinho do jogo, começou um tremendo quebra-pau! Quem iniciou, foram Deca do Ipiranga e Basuca dos Babuinos, os dois menores dos seus times.
Basuca, um escurinho de 6 anos, vigoroso, espigadinho, que não costumava levar desaforo pra casa. É irmão de Beiço.
O adversário de Basuca, é o Deco, um escurinho de sete anos, centroavante dos Babuinos e Dó, contra o Pinguin, quatorze anos, peito largo, quadris estreitos, cabelos crespos, rosto pequeno e dentes proeminentes, na arcada superior.
A briga, ainda existia, nas pessoas do Basuca X Deca, Dó X pinguin. Dó, querendo por um fim na contenda, resolve interferir, aplicando uma magistral "cuspida" no olho esquerdo de Pinguin.
É...os 23 da 29, são mestres em cuspidas! Eles treinam diariamente nos postes da avenida.
a sua mais temida arma, contra os almofadinhas, que residem nas proximidades. Nunca erram o alvo.
E o pobrezinho do Pinguin, ficou nervoso, passando a mão no "melado", como dizem os 23 , caminhou em direção a Dó, que sendo mais forte e mais velho, não queria agredi-lo.
- Para, Pinguin!
Beiço, irmão do Basuca, foi chegando e...
- Chega, chega! ordenou.
Pegando o coitado do Deca pelas axilas, levantando-o do chão, soltou-o numa moita de colonião, que crescia ao longo da linha lateral do campinho de futebol e foram para casa, deixando o pobre do Deca, chorando, no meio do capim.
Hoje, 15 de novembro, dia da proclamação da República, aproveito o feriado, para contar mais uma historinha dos "23 da 29". Esses garotos tinham os mais esquisitos apelidos: Preguinho, Basuca, Fluido, Dó, Do Mé, Sebo, Coalhada, Beiço, Oreia, Cabeção, Testa, Nicanor, e outros.
Vamos à nossa história de hoje:
Apenas sete horas da mahã e Dna. Nena acorda ao som da famosa "serenata" de assobios. Ela se irrita e chama "Coalhada", que ainda dormia.
- Assim, não dá! diz ela.
- Estão me chamando para a "pelada" de hoje, mãe! explica Coalhada, tentando acalmar sua mãe.
Se há uma coisa que Dna. Nena detesta é levantar cedo.
- Tenho vontade de não deixá-lo ir, só por causa dessa barulheira infernal! adverte, Dna. Nena, visivelmente, aborrecida.
E não é pra menos. Os 23, não lhe dão sossego! E começam logo cedo, poxa!
Coalhada bota a camiseta, veste apressadamenrte as meias, o bamba e sai, "voando"!
Os 23 da 29 (29 é o nome da avenida onde moram) formam um time valente e segundo comentários da garotada, o Beiço, Testa e coalhada são os melhores de bola. Beiço é o goleador do time e o Coalhada é o centroavante, bom com a canhota.
Beiço, um escurinho de quinze anos, forte, coxas vigorosas e apezar dos lábios volumosos é simpático e quando sorri, aparecem duas graciosasa covinhas. Outro é o Testa, treze anos, alto, magro, lembrando uma graça, cabeça relativamente pequena e testa proeminente, por causa das entradas largas, descrevendo um arco de orelha a orelha. Apesar de moreno-claro, tem cabelos cor- de- mel e semi-crespos, daí, trazê-los cortados rentes, realçando sobremaneira, as curvas de sua nuca. Um outro é o Sebo, dez anos, baixinho, miúdo, lembrando o cantor Nelson Ned, moreno-claro, cabelos ondulados, cortados curtos. É o único dos 23, que não possui bicicleta, poque não gosta.
Foram para o campo, naquele domingo. Garotos do Ipiranga ogariam contra os "Babuinos".
Tudo bem.
No finalzinho do jogo, começou um tremendo quebra-pau! Quem iniciou, foram Deca do Ipiranga e Basuca dos Babuinos, os dois menores dos seus times.
Basuca, um escurinho de 6 anos, vigoroso, espigadinho, que não costumava levar desaforo pra casa. É irmão de Beiço.
O adversário de Basuca, é o Deco, um escurinho de sete anos, centroavante dos Babuinos e Dó, contra o Pinguin, quatorze anos, peito largo, quadris estreitos, cabelos crespos, rosto pequeno e dentes proeminentes, na arcada superior.
A briga, ainda existia, nas pessoas do Basuca X Deca, Dó X pinguin. Dó, querendo por um fim na contenda, resolve interferir, aplicando uma magistral "cuspida" no olho esquerdo de Pinguin.
É...os 23 da 29, são mestres em cuspidas! Eles treinam diariamente nos postes da avenida.
a sua mais temida arma, contra os almofadinhas, que residem nas proximidades. Nunca erram o alvo.
E o pobrezinho do Pinguin, ficou nervoso, passando a mão no "melado", como dizem os 23 , caminhou em direção a Dó, que sendo mais forte e mais velho, não queria agredi-lo.
- Para, Pinguin!
Beiço, irmão do Basuca, foi chegando e...
- Chega, chega! ordenou.
Pegando o coitado do Deca pelas axilas, levantando-o do chão, soltou-o numa moita de colonião, que crescia ao longo da linha lateral do campinho de futebol e foram para casa, deixando o pobre do Deca, chorando, no meio do capim.
domingo, 13 de novembro de 2011
VOCÊ É ÚNICO
VOCÊ É ÚNICO
Expressão, que muitos não alcançam seu verdadeiro sentido nem a profundidade requerida. É mais, muito mais do que a nossa mortal inteligência pode definir.
Quem, nunca ouviu as expressões: idividual, personalizado? Em que parte do nosso ser estarão elas estão enraizadas? Qual o seu vedadeiro sentido? Haverá, realmente razão, para dizermos que seres ou coisas são iguais, ou são idênticos? A Ciência diz que não e eu, concordo com ela. Nem os chamados gêmeos idênticos são iguais, são apenas, parecidos. Daí, jogo por terra: horóscopus, advinhações, sorte, búzios e por aí vai. No campo das possibilidades, há tão somente, coincidências.
É fato reconhecido que, mesmo gêmeos idênticos, físicamente iguais aos nossos olhos, na verdade, são diferentes, mormente, no campo psicológico: aptidões, caráter, comportamento, escolhas, diferem-se drasticamente.
Na verdade, é sabido que: cada SER é único! São como as digitais, que são características de um único ser. Acontece também com a nossa íris, são individuais como nas digitais. Ninguém possui íris idênticas.
Será, essa a razão de o termo individual ter-se carreado para o individualismo, travestindo-se do sentido pessoal egoísta?
Quem sabe? Após tanto tempo, passando por tantas gerações e, respeitando-se o velho ditado: a cada conto aumenta-se um ponto - pode mesmo ter acontecido. Hoje, o individual é sinônimo de egoísmo.
Tudo para mim, custe o que custar!
Expressão, que muitos não alcançam seu verdadeiro sentido nem a profundidade requerida. É mais, muito mais do que a nossa mortal inteligência pode definir.
Quem, nunca ouviu as expressões: idividual, personalizado? Em que parte do nosso ser estarão elas estão enraizadas? Qual o seu vedadeiro sentido? Haverá, realmente razão, para dizermos que seres ou coisas são iguais, ou são idênticos? A Ciência diz que não e eu, concordo com ela. Nem os chamados gêmeos idênticos são iguais, são apenas, parecidos. Daí, jogo por terra: horóscopus, advinhações, sorte, búzios e por aí vai. No campo das possibilidades, há tão somente, coincidências.
É fato reconhecido que, mesmo gêmeos idênticos, físicamente iguais aos nossos olhos, na verdade, são diferentes, mormente, no campo psicológico: aptidões, caráter, comportamento, escolhas, diferem-se drasticamente.
Na verdade, é sabido que: cada SER é único! São como as digitais, que são características de um único ser. Acontece também com a nossa íris, são individuais como nas digitais. Ninguém possui íris idênticas.
Será, essa a razão de o termo individual ter-se carreado para o individualismo, travestindo-se do sentido pessoal egoísta?
Quem sabe? Após tanto tempo, passando por tantas gerações e, respeitando-se o velho ditado: a cada conto aumenta-se um ponto - pode mesmo ter acontecido. Hoje, o individual é sinônimo de egoísmo.
Tudo para mim, custe o que custar!
sábado, 12 de novembro de 2011
BRASINHA CHEGA
Historinha infantil do meu
livro: OS 23 da 29
Há dias em que a calçada, em frente a casa do "Coalhada", mais parece um estacionamento. Enfileiradas estavam: "furacão", "demônio", "capetinha", "canhão", "curativo", "barriquinha", "recorde", "raio laser" e "embratel". Passa alguém na rua e fica olhando. Depois, curioso, pergunta:
-Ei, menino, aqui é a oficina da MOBILA?
A garotada cai na gargalhada. "Beiço, responde:
- Não senhor, elas são nossas.
- Puxa! Ficou até bonito.
A turma, "OS 23 da 29", sentados na calçada, chupavam cajamanga. Com as risadas, Dna. Nena- mãe do "Coalhada", sai lá fora:
- Que alegria é essa?
- Um cara confundiu o "panorama" aqui, com a oficina da MOBILA, mãe! explica Coalhada, rindo e apontando para as bicicletas enfileiradas - com seus estranhos apelidos, dados pela turma. Depois, entre sério e triste, comenta:
- Só falta a minha!...
Dna. Nena, fica com dó do filho. Ela se apronta e ao sair lhe diz:
- Vou fazer uma visita pra Júlia, que está doente, às 16 horas, encontre-me lá, certo?
Três dias depois
É segunda feira, dia 25 de maio, aniversário do Coalhada. As horas passam...16,30, coalhada entra em casa, eufórico!
- Mãe, mãe, a "BRASINHA" chegou!
Dna. Nena, aparece na porta e vê o corredor, ao lado da casa, apinhado, fervilhando de meninos!
- Que foi? Quem chegou?
Em volta dela, a garotada olhava e examinava, como se ela fosse uma "coisa rara".
- É a brasinha, mãe! Finalmenmte, ela chegou! Eu sonhei com ela, mais de três anos, mãe! Não é linda?
- É muito bonita...a sua bicicleta, filho!
- Tem acessórios...emblemas do meu timão, mãe, o BOTAFOGO!
Daí a pouco, ele sai rodando pelo asfalto, na sua brasinha, feliz da vida!
Coalhada, é um lindo garoto de 10 anos, branquinho, olhos azuis como o céu, cabelos louros como os de um anjo...Esse garotão, vai dar um trabalhão para a mãe e um frisson nas garotas! Escreve o que estou dizendo!
Coalhada, é fã "roxo" do Botafogo e sua brasinha estava com ele!
obs. cada elemento dos 23 tinha o seu apelido: Beiço e Coalhada eram dois deles.Esses garotos renderam muitas história como essa.
livro: OS 23 da 29
Há dias em que a calçada, em frente a casa do "Coalhada", mais parece um estacionamento. Enfileiradas estavam: "furacão", "demônio", "capetinha", "canhão", "curativo", "barriquinha", "recorde", "raio laser" e "embratel". Passa alguém na rua e fica olhando. Depois, curioso, pergunta:
-Ei, menino, aqui é a oficina da MOBILA?
A garotada cai na gargalhada. "Beiço, responde:
- Não senhor, elas são nossas.
- Puxa! Ficou até bonito.
A turma, "OS 23 da 29", sentados na calçada, chupavam cajamanga. Com as risadas, Dna. Nena- mãe do "Coalhada", sai lá fora:
- Que alegria é essa?
- Um cara confundiu o "panorama" aqui, com a oficina da MOBILA, mãe! explica Coalhada, rindo e apontando para as bicicletas enfileiradas - com seus estranhos apelidos, dados pela turma. Depois, entre sério e triste, comenta:
- Só falta a minha!...
Dna. Nena, fica com dó do filho. Ela se apronta e ao sair lhe diz:
- Vou fazer uma visita pra Júlia, que está doente, às 16 horas, encontre-me lá, certo?
Três dias depois
É segunda feira, dia 25 de maio, aniversário do Coalhada. As horas passam...16,30, coalhada entra em casa, eufórico!
- Mãe, mãe, a "BRASINHA" chegou!
Dna. Nena, aparece na porta e vê o corredor, ao lado da casa, apinhado, fervilhando de meninos!
- Que foi? Quem chegou?
Em volta dela, a garotada olhava e examinava, como se ela fosse uma "coisa rara".
- É a brasinha, mãe! Finalmenmte, ela chegou! Eu sonhei com ela, mais de três anos, mãe! Não é linda?
- É muito bonita...a sua bicicleta, filho!
- Tem acessórios...emblemas do meu timão, mãe, o BOTAFOGO!
Daí a pouco, ele sai rodando pelo asfalto, na sua brasinha, feliz da vida!
Coalhada, é um lindo garoto de 10 anos, branquinho, olhos azuis como o céu, cabelos louros como os de um anjo...Esse garotão, vai dar um trabalhão para a mãe e um frisson nas garotas! Escreve o que estou dizendo!
Coalhada, é fã "roxo" do Botafogo e sua brasinha estava com ele!
obs. cada elemento dos 23 tinha o seu apelido: Beiço e Coalhada eram dois deles.Esses garotos renderam muitas história como essa.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
ENGANO
Poema extraido do meu
livro SEM PALAVRAS
ENGANO
E a gente vai vivendo,
Na ilusão naufragando,
De sonhos se alimentando
No orgulho se perdendo...
E a vida passa, ingente,
Num nervoso fremente
Num constante buscar
De o cume alcançar.
E a gente vai subindo
Aos trancos e tropeções,
No afã de o alto conquistar.
E a gente vai prosseguindo
Nessa louca caminhada
A humanidade confinando
E destruindo ilusões.
E a gente nem percebe
No outro, o desalento,
O sangrar do ferimento
Nem o sofrer de quem recebe
Nosso pisar desordenado,
Nosso empurrão falado,
Nossa fúria dardejada
Na esperança recalcada
Nosso silêncio prolongado
Nosso egoísmo ilimitado,
Nosso EU avolumando,
Ante nós mesmos se agigantando
E aos outros, vai matando...
E nesta corrida desenfreada,
chega-se ao fim da jornada,
Porém, na terra esparramada,
Inútil e desapercebido,
Empanado e esquecido,
Ficará, sem o querer,
Aquilo que tanto guardou
E corroeu seu infausto ser:
O orgulho que sempre carregou.
Onde levará seu orgulho?
No caixão, ou para além túmulo?
Neste, ficarão os seus ossos
E sua tão exibida carcaça...
Lá, no édem, a sua tão despida graça.
obs. Hoje, dia de Finados, presto
esta homenagem a todos que
se foram deste mundo, dese-
jando que suas almas, iluminadas
pela Luz que nunca se apaga,
descansem em Paz, nos braços
do PAI.
livro SEM PALAVRAS
ENGANO
E a gente vai vivendo,
Na ilusão naufragando,
De sonhos se alimentando
No orgulho se perdendo...
E a vida passa, ingente,
Num nervoso fremente
Num constante buscar
De o cume alcançar.
E a gente vai subindo
Aos trancos e tropeções,
No afã de o alto conquistar.
E a gente vai prosseguindo
Nessa louca caminhada
A humanidade confinando
E destruindo ilusões.
E a gente nem percebe
No outro, o desalento,
O sangrar do ferimento
Nem o sofrer de quem recebe
Nosso pisar desordenado,
Nosso empurrão falado,
Nossa fúria dardejada
Na esperança recalcada
Nosso silêncio prolongado
Nosso egoísmo ilimitado,
Nosso EU avolumando,
Ante nós mesmos se agigantando
E aos outros, vai matando...
E nesta corrida desenfreada,
chega-se ao fim da jornada,
Porém, na terra esparramada,
Inútil e desapercebido,
Empanado e esquecido,
Ficará, sem o querer,
Aquilo que tanto guardou
E corroeu seu infausto ser:
O orgulho que sempre carregou.
Onde levará seu orgulho?
No caixão, ou para além túmulo?
Neste, ficarão os seus ossos
E sua tão exibida carcaça...
Lá, no édem, a sua tão despida graça.
obs. Hoje, dia de Finados, presto
esta homenagem a todos que
se foram deste mundo, dese-
jando que suas almas, iluminadas
pela Luz que nunca se apaga,
descansem em Paz, nos braços
do PAI.
RUMOS INCERTOS
Poema que deu o título ao meu
com o mesmo nome
RUMOS INCERTOS
Sem leme, farol, nem rumo certo...
Navega o meu barco, no teu mar.
Singrando as lágrimas de amor incerto
Para, nas praias do prazer, chegar.
Todavia, soprado por ventos de ilusão...
Fustigado pelas tempestades do chorar,
Foi o meu flagelado coração,
Na terra do desengano, aportar!
com o mesmo nome
RUMOS INCERTOS
Sem leme, farol, nem rumo certo...
Navega o meu barco, no teu mar.
Singrando as lágrimas de amor incerto
Para, nas praias do prazer, chegar.
Todavia, soprado por ventos de ilusão...
Fustigado pelas tempestades do chorar,
Foi o meu flagelado coração,
Na terra do desengano, aportar!
Assinar:
Postagens (Atom)