IMPLOSÃO DO EGO
Um dia...
Encontrei-me com um poeta amigo, e ele manifestou
o desejo de aposentar a caneta. Estava triste e decepcionado...
Nem me atrevi a saber o por que de tanto desânimo.
Vim para casa, pensativa...e em sua homenagem compus este
poema:
Parece que o meu EU não quer entender...
Ao deixar o palco, que ao me libertar
Lá, não pretenda mais subir!
Como espectador apenas, desejo ficar.
O espetáculo quero assistir.
Da minha cadeira, anônimo, quero estar
A rever os meus coatores a representar.
Viva, a quem sofreu, a quem riu, e a quem amou!
Implodindo o meu EU neste instante,
Da "ciranda da vida", saí. Tudo terminou!
Adeus colegas, adeus palco! Finalmente.
A vida é um grande palco, e nós os atores. Interpretamos,
cada um o seu papel. Somos todos atores.
É encenada a grande peça que Deus escreveu: A VIDA.
Muitas das vezes, não nos damos bem com os personagens
que vivemos, nem gostamos do papel que nos é dado a interpretar.
Mesmo assim, chorando ou rindo, temos de continuar.
Ninguém pode parar. Se desistirmos, o DIRETOR nos corta.
Somente cortados, é que adquirimos o direito de deixarmos o palco.
Eu não quero mais subir ao palco.
Vou desistir!
Quero me transformar em um espectador a mais na plateia.
Adeus palco...adeus VIDA!
Pouco tempo depois, ele falece.
Incrível, não?!
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