quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O SIM QUE DEVERIA SER NÃO

              (do meu livro:
      SEM HORIZONTES)


Disseste: sim.
Então...
Houve um fim
De ilusão...
Um princípio
De sofrimento.
E então...
Se fez noite
No meu dia.
Que pena!
A tristeza eclipsou a alegria
Do meu coração.
Naquele momento,
Houve inundação
No meu deserto...
Um deserto
No meu mar!...
E, entre o morrer
De esperanças...
E o explodir de sonhos...
Entre o subir e o descer
De caótica emoção,
No fundo do meu ser,
Senti...então
O pranto sentido
Da minh'alma...
E ouvi o gemido
Do meu coração.
Devias ter dito: não.
Para minha dor...
Tu tinhas outro amor.

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