ACONTECEU ASSIM...
(Final da história)
Dois meses depois...
Em uma de suas habituais visitas à Madrinha, ela o chama para perto de si e diz:
- Virgílio...você tem coragem de por a vela na minha mão? (era costume naquela época).
Assustado, com olhos muito abertos, responde:
- Tenho, sim senhora!
- Então...leve as crianças para o quintal e venha.
Assim, Virgílio fez. Voltando, entrou no quarto dela, que foi logo dizendo:
- Chegou a hora. Traga a vela. Cadê o Honório? - não se soube o motivo pelo qual, ela se lembrara do afilhado.
Virgílio coloca a vela em sua mão e ela expira. Incrível!
Honório, que sempre ía vê- la, não estava presente naquele momento em que perguntara por ele.
Ficou muito triste e pesaroso. Não houvera tempo para dizer o que recomendaria a Honório, seu afilhado, ou se queria despedir-se dele.
Madrinha precognizara (adivinhara) o dia da própria morte.
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