(sátira extraida do meu livro:
SEM ALGEMAS)
Boi bravo doma-se com fortes laços
Mulher arisca se prende com ternos abraços
Que se conquista, com amor e paixão.
Carga pesada se arrasta com a força do arado
Mulher que deixa homem enciumado
Acaba sendo, com razão, por ele desprezada.
Cafunés, amansa e deita um leitão
Mulher, quando é fria e sem paixão
Cede aos carinhos de um homem apaixonado.
Gado, quando vê a porteira escancarada
Estoura e sai em loca disparada
Mulher que não presta, não merece ser amada.
Aquela morena malvada me traiu
Me deixou sozinho, e com outro partiu
Não devo ceder, outra pretendo procurar.
Água corrente que encontra rocha no caminho
Dá volta e segue, correndo devagarinho.
Não vou chorar, arranjo outra e vou vivendo!.
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