sábado, 7 de janeiro de 2012

ÁGUA CORRENTE NÃO PARA

       (sátira extraida do meu livro:
             SEM ALGEMAS)

Boi bravo doma-se com fortes laços
Mulher arisca se prende com ternos abraços
Que se conquista, com amor e paixão.

                  Carga pesada se arrasta com a força do arado
                  Mulher que deixa homem enciumado
                  Acaba sendo, com razão, por ele desprezada.

Cafunés, amansa e deita um leitão
Mulher, quando é fria e sem paixão
Cede aos carinhos de um homem apaixonado.

                 Gado, quando vê a porteira escancarada
                 Estoura e sai em loca disparada
                 Mulher que não presta, não merece ser amada.

Aquela morena malvada me traiu
Me deixou sozinho, e com outro partiu
Não devo ceder, outra pretendo procurar.

                 Água corrente que encontra rocha no caminho
                 Dá volta e segue, correndo devagarinho.
                 Não vou chorar, arranjo outra e vou vivendo!.  

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